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Folclore

Cultura - Folclore

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Fotos : Lauro Olegário.

Mais uma vez Adrianópolis sai na frente e faz sucesso total na região ao promover o Grito de Carnaval na Praça Central da cidade...

Muito descontraídos e animados, a comunidade local e visitantes de toda a região curtiram o evento que aconteceu nos dias10 e 11 de fevereiro ao som das bandas que animaram a todos  como:Sexta -feira Banda LEFIGARROO e DJ KAUL WILLIAN, no sábado a animação foi por conta da Banda  CLAN KEBRADERA BRASIL e ERICNETO E BANDA e novamente a continuidade do DJ KAUL WILLIAN.A alegria foi contagiante, muita gente bonita, sorrisos, e muita diversão, juventude feliz, famílias presentes, opções de barracas com comes e bebes para servir os presentes.O evento contou com a presença dos patrocinadores João  Manoel e seu Vice Fábio Dorizon  e  do Presidente da Câmara Municipal Sandro Santos que festejaram com o povo, felizes  por proporcionar  esse momento a todos os presentes.

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Veja todas as fotos nos albuns:

Facebook de Adrianópolis Paranai.  http://www.facebook.com/profile.php?id=100002999105200&sk=photos

Adrianópolis 2009 / 2012 (Oficial). http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?rl=ls&uid=62075900108813161


FOTOS - LAURO OLEGÁRIO.

 

 

 

 

Cultura - Folclore

Sabe aquelas pessoas que se destacam pela sua  simplicidade, suas atitudes, seu jeito sertanejo, rústico, enfim,  aquelas pessoas do interior que acabam chamando a atenção e se tornam um ícone da sociedade ou da região onde vivem? Pois é toda cidadezinha de interior tem suas personalidades folclóricas e aqui em Adrianópolis é o que não falta! Vamos á eles:Quem não lembra do Falecido Landão? E do seu irmão, o Seriaco? Esse é vivo e mora lá no Porto Novo. Segundo o que contam, certo dia, os dois irmãos, já há algum tempo sem se ver, acabarm se encontrando na estrada que vai pra Ribeira. Um estava indo, o outro estava vindo. Os dois estavam bebados.

O Landão falou :

-Oi Seriaco! Tá vindo da onde rapaz?

Seriaco:

-OI Lande, eu tou vindo do Inferno!

Landão:

-Credo rapaz!  Não me diga!Por acaso não viu papai e mamãe por lá?!

Também tem outro personagem, que eu duvido quem não se lembre:O Barduíno, homem rústico, que sempre contava seus causos.Vinha lá do bairro das Canoas contar causos e todo mundo o conhecia.Pra quem não sabe ele faleceu  no dia 26/08/2009. Conta-se que em seu velório, tinha muita gente e que ele sempre gostou de fazer os cachorros brigarem. Quem foi disse que a cachorrada brigaram á noite inteira! Todo mundo ficou impressionado e que todo mundo que estava no velório estavam contando histórias, não tinha ninguém triste!Mas uma das últimas do Barduíno é que ele já estava bem de idade e sofria com muitas dores nas pernas, não podendo mais andar. Porque ele andava distâncias!Quem o conheceu sabe muito bem disso.Dias antes de falecer, contam que ele começou a reclamar e dizem que dizia assim:

Oh meu Jesus: – Porque que eu não posso mais andar?

Eu que sempre fui um homem bom? Me ajude a voltar a andar, quero ir visitar meus amigos.

E falava alto! Foi então que o seu sobrinho, o “Jeca”, ouviu a reclamação e disse:

-Bom?! E aquele fulano de tal que você deu uma paulada? Lembra?!

O Barduíno olhou e disse! Cale a boca! Vai que Jesus escuta! Daí sim que nunca mais eu volto a andar!

Também tem uma pessoa que é um verdadeiro personagem, muito prestativo, trabalhador, enfim, uma pessoa muito simples e que todo mundo conhece e quer bem. Duvido quem não conhece o "VAVÀ" que foi casado com a dona Rosa que era chamada de "Rosa do VAVÀ" E ele dizia que tinha se casado com uma flor! Mas aconteceu que depois de tantos anos o VAVÀ ficou viúvo, lamentavelmente, sem sua Rosa...

Porém, certo dia surgiu a notícia que o Vavá iria se casar novamente e pasmem , com a irmã da primeira mulher já falecida! Casar com a cunhada tudo bem, mas economizar sogra VAVÀ? Fala sério!

Em tempos mais antigos ainda tinha uma senhora, a dona Rita, sempre andava de salto e onde passava deixava o chão cheio de buraquinhos (ela tinha problemas mentais e as crianças morriam de medo dela quando ficava agitada).

Outro personagem bem conhecido de antigamente foi o "JUVENAL"- O Mudinho, pois ele bebia e assustava muita gente, principalmente quando começava a gritar.

Também tivemos o SR. Manoel que recebeu o apelido de "MANOEL TAIPA", quando a piazada o chamavam de TAIPA, ele jogava pedra neles.

E do Chico você lembra? Ele era cadeirante. Apelidaram-no de "Chico Tripa" e ele também ficava muito bravo se o chamassem pelo apelido. Com razão né?

Também convivemos por muitos anos com outros personagens, mas esses eram de Ribeira, porém estavam sempre por aqui. Eram eles o Sr Francisco, popular "CHICO BARATA" e o SR. Faustino. Tivemos ainda o Tal de "Carlinhos Manco", esse era um homem maroto desrespeitava as pessoas. E atualmente temos o "Homem do Pau", que convive por aí, na região e todos o conhecem. A maioria já faleceu. Mas são as pessoas que mais se destacaram na cidade.

E o Sr. Eurípedes, Você conhece?Esse homem também é uma lenda! Ele canta, conta histórias, faz versos e declama poesias. Tem todos os sobrenomes que se possa imaginar!
Ele é do sertão , mas sempre está na Barra Grande e no Porto Novo, na casa de alguns conhecidos , é solteiro e não tem filhos.Esse é o verdadeiro caboclo mateiro de verdade.
Uma foto dele pra recordar , em breve  a Folha vai fazer um vídeo com ele, aguardem!

Cultura - Folclore

A GRALHA AZUL


Era madrugada, o sol não demoraria a nascer e a gralha ainda estava acomodada no galho amigo onde dormira à noite, quando ouviu a batida aguda do machado e o gemido surdo do pinheiro. Lá estava o machadeiro golpeando a árvore para transformá-la em tábuas.
A gralha acordou. As pancadas repetidas pareciam repercutir em seu coração. Num momento de desespero e simpatia, partiu em vôo vertical, subiu muito além das nuvens para não ouvir mais os estertores do pinheiro amigo. Lá nas alturas, escutou uma voz cheia de ternura: – Ainda bem que as aves se revoltam com as dores alheias.


A gralha subiu ainda mais, na imensidão. Novamente a mesma voz a ela se dirigiu: – Volte avezinha bondosa, vão novamente para os pinheirais. De hoje em diante, Eu a vestirei de azul, da cor deste céu e, ao voltar ao Paraná, você vai ser minha ajudante, vai plantar os pinheirais. O pinheiro é o símbolo da fraternidade. Ao comer o pinhão, tira-lhe primeiramente a cabeça, para depois, a bicadas, abrir-lhe a casca. Nunca esquece de antes de terminar o seu repasto, enterrar alguns pinhões com a ponta para cima, já sem cabeça, para que a podridão não destrua o novo pinheiro que dali nascerá. “Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão… Pinhão que alegra nossas festas, onde o regozijo barulhento é como um bando de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos pinheirais do Paraná. Seus galhos são braços abertos, permanentemente abertos, repetindo às auras que o embalam o meu convite eterno: Vinde a mim todos…”


A gralha por uns instantes atingiu as alturas. Que surpresa! Onde seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava todo azul. Somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto, porque ela é um corvídeo. Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, voltou célebre para os pinheirais. Tão alegre ficou que seu canto passou a ser um verdadeiro alarido que mais parece com vozes de crianças brincando.

Cultura - Folclore

Folclore Paranaense – A sucuri do Rio Pardo


A Sucuri do Rio Pardo


 


Contam os moradores mais velhos da comunidade quilombola de João Surá, que nas proximidades de um ribeirão, que deságua no Rio Pardo, certa vez um senhor morador do bairro Córrego do Franco, de nome desconhecido, vinha montado em sem cavalo e quando chega próximo do encontro das águas ele percebe que o animal fica perturbado, apia e tentar entender o que está acontecendo, neste instante depara-se com uma temível criatura, uma sucuri. Este senhor ficou encantado com os olhos da criatura, eram tão brilhantes que pareciam duas lâmpadas acesas. E assim que montou novamente o cavalo, para aproximar-se da criatura, ela sem mais demora mergulhou nas águas do Rio Pardo, sem deixar pistas.


Contam que a sucuri tem o Rio Pardo como moradia.


Esta história foi contada pela senhora Joana, umas das moradoras mais antigas do bairro e escrita pelos alunos Euller, Mirian e Roselaine, da 6ª série do Colégio Estadual Diogo Ramos, orientados pela professora Vastty Santos.



Alunos e comunidade... Resgatando e divulgando a cultura local




Alunos pesquisando o folclore local



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