Vida e cidadania -
Denuncia
Dom, 20 de Maio de 2012 13:38
Adrianópolis possuí inumeros problemas, não muito diferente de outras pequenas e grandes cidades do país, porém nenhum outro grande problema é tão intenso e repetitivo quanto o caos na rede elétrica de Adrianópolis, esse problema é tão antigo quanto a própria rede elétrica da cidade.
O cotidiano de todos os habitantes é nunca contar 100% com a energia elétrica, ocilações constantes e
quedas da energia são frequentes durante todos os dias, moradores dos bairros e da área rural relatam ter situação ainda mais caótica, quando o
tempo começa a fechar é de prache que a energia tenha inumeras quedas, mesmo antes da tempestade chegar. O que causa tanta dor de cabeça para os munícipes? Por que esse problema ainda não foi resolvido? Por que a Copel ainda não tomou nenhuma providência?
A cidade de
Adrianópolis consome hoje cerca de 7 megawatts (ou 7.000.000 watts) de energia elétrica provenientes de duas subestações (SE):
Tunas do Paraná e
Cerro Azul, mas como são duas linhas interligadas a interrupção em qualquer ponto desta linha causa imediato corte de energia para toda a cidade de Adrianópolis. Por mais curto que seja o periodo entre aqueda e a retomada de energia, isso traz muita dor de cabeça para
residências e
comércios da cidade, pois causa queima de equipamentos tais como: televisores, microondas, aparelhos de som, receptores de tv, computadores, impressoras, modems, aparelhos de DVD, videogames, entre inumeros outros.
Como isso acontece?
O grande problema está no instante em que a energia é restabelecida, a tensão pode oscilar, apresentando picos perigosos para os aparelhos eletrônicos. Mesmo com estabilizadores, os aparelhos eletrônicos podem ser afetados, porque os estabilizadores não respondem às variações maiores do que 15% da tensão da rede e eles também podem ser drásticamente afetados.
Essas quedas repentinas e de rápida duração faz com que o microondas pareça ter vida própria, pois cada vez que a energia cai e retorna ele apita, há casos de esse apito ser continuo e de tons descontrolados de tanta ocilação, o estabilizador é outro aparelho que faz muito barulho devido a instabilidade de energia.
Em
hospitais e
centros de saúde a queda de energia e/ou queima de aparelhos pode ser crucial na morte de um paciente.
Em nenhuma outra cidade da região a situação é tão precária quanto em Adrianópolis, onde isso é problema diário. Nos casos mais extremos de falta total de energia por um longo periodo de tempo, a
SE Ribeira da
Elektro de
São Paulo é acionada porém consegue prover apenas 2 megawatts para Adrianópolis, suficiente apenas para abastecer o centro da cidade, deixando os bairros completamente sem luz elétrica.
A Folha de Adrianópolis contactou a
Copel sobre esses eventos, e a resposta deles sobre todo esse caos que se alastra por anos no município foi de que devido a esses fatores a Copel aprovou em seu plano de obras para 2010, a construção de uma nova linha de distribuição que fará a ligação entre as SEs
Pinhal e
Cerro Azul. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a obra, orçada em
R$ 2 milhoes de reais, terá início no próximo mês de
abril e o seu término está previsto para o
final deste ano de 2010, representando um importante reforço para todo o sistema elétrico da região que abarca Cerro Azul, Tunas e Adrianópolis, pois irá interligar o sistema de forma mais confiável, possibilitando atender à totalidade das cargas em situações de
emergência.
Porém isso não irá resolver o nosso problema, dado ao fator de que nossa rede elétrica continuará a mesma e sendo alimentada por uma linha vinda dessas outras três, como os maiores casos para ocilações e quedas são ocasionados por fatores na rede interna da cidade como
queda de galhos em cima de linhas,
chuvas e
mal tempo, o problema iria continuar dando muita dor de cabeça.
Ao ser informado sobre a constante queda de energia na cidade a Copel informou A Folha de Adrianópolis que os números encontram-se dentro das normas da
ANEEL. Confira os graficos enviados pela própria Copel:

DEC: Intervalo médio de tempo que cada unidade consumidora do conjunto elétrico ficou sem energia elétrica por mais de três minutos.
FEC: Número médio de interrupções em cada unidade consumidora do conjunto elétrico por intervalos maiores de três minutos.

DIC: Duração total de interrupções maiores de três minutos na unidade consumidora.
FIC: Frequência de interrupções individuais maiores de três minutos na unidade consumidora.
Após analises dos dados A Folha verificou junto com a ANEEL e a Copel que esses dados se referem apenas a interrupções de energia maiores que três minutos, o que não mostra o que passamos com as frequentes quedas de energia repertina que duram nem um minuto, por isso estão dentro da norma da ANEEL, agência que regula o setor de fornecimento de energia elétrica no Brasil.
Ao ser entrevistado pela A Folha de Adrianópolis, o prefeito João Manoel Pampanini disse que está solicitando a Copel que faça alguma coisa sobre esse fato. Disse também que solicitou a limpeza da rede, feita retirando galhos sobre fios de alta tensão e podando arvores causadoras de curto circuito ao entrar em contato com esses fios.
Sobre tais fatos a Copel ainda não se posicionou, porém já prometeu ver mais informações sobre o ultimo e-mail que nós da Folha enviamos.
E você? Como é que a energia elétrica está chegando a sua casa? Como enfrenta as quedas de energia constantes? Já houve alguma perda de algum bem material devido as ocilações na rede elétrica?